segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O fim do Luto

O êxito da seleção Brasileira representa o fim do luto do 7 a 1… isso pela imponência da vitória sobre a Argentina e ao fato de ter sido conquistada no mesmo cenário que, a pouco mais de 2 (dois) anos, testemunhou a goleada histórica da Alemanha.
Foi, sem dúvida, ótima e maravilhosa vitória. Quando falamos do fim do luto, não dizemos que o 7 a 1 será ou já está esquecido, pois, isso está na história do futebol… mas, nos referimos ao fim da ‘depressão’ pós 7 a 1. Mineirão lotado, contra Argentina… inúmeras chances criadas… que poderia ter propiciado o Brasil ter até chegado a 7 (sete) gols na segunda etapa da partida. Simbolizando o início de uma nova era no futebol brasileiro.
Tite, em 2015 no Corinthians, já mostrava um trabalho de nível… com organização, troca de passes, triangulações, alternância de marcação… semelhante inclusive a times europeus. Enquanto outros times corriam, davam chutões, trombadas… como outrora era também a seleção brasileira, na “era Dunga”.
Porém a de se ter grande cuidado com a euforia, sobretudo pq o caminho até a próxima Copa na Rússia, não será marcado apenas por atuações exuberantes, triunfos… tem que se ter a consciência que este novo ciclo, vai ser melhor certamente que os anteriores… mas, terá também momentos ruins, derrotas… não podemos pensar que tudo será maravilha e que só teremos vitórias. Temos a perspectiva de que poderemos ter um TIME muito bom nos anos vindouros.
Tite, hoje, não é apenas um TÉCNICO de futebol, também é um excelente gestor de PESSOAS. Passa conceitos, estratégias de jogo q os nossos jogadores se acostumaram a ouvir na Europa, nos clubes. Mas, também sabe tratar o ser humano, às vezes parece que esquecem (ou esqueciam) que o jogador é humano… que deve ser cobrado, mas, que também tem dificuldades, sentimentos… e assim precisa também de atenção, carinho, respeito… e sobretudo uma segunda chance. E Tite sabe fazer… isso é, e será muito importante para o futuro do nosso futebol e da nossa seleção brasileira.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Expectativa

Estamos em um momento fundamental para o aquecimento das torcidas. Agora, antes da próxima temporada começar, é quando os clubes e ligas podem dar uma idéia mais equilibrada do que podem fazer para arrancar bons resultados nos futuros campeonatos, é quando se pode e se deve formalizar um planejamento realmente bem definido.
É quase impossível encontrar caminhos seguros quando os clubes e ligas, em plena disputa das competições, ficam contratando aos montões, sem critério, só para tentar amenizar o desespero de suas torcidas. Tem sido assim todos os anos, e isso nunca surtiu grande efeito.
Como Cidadão e desportista Valentense, recebi com muita alegria a noticia que o futuro prefeito Marcos Adriano, desportista, ex-atleta… e o vice prefeito Regi Mota, já teriam em mente o retorno do selecionado Valentense ao campeonato Intermunicipal, já no proximo ano (2017).
Espera-se que, nesta jornada que se avizinha, os clubes valentenses e nossa LDV estejam muito bem definidos para começar os treinamentos para as competições. Seus diretores e técnicos já devem começar a planejar e trabalhar antes mesmo os planteis para 2017 – sendo providencial que já no primeiro dia da pré-temporada, já se tenha um grupo bem desenhado do que seja cada um destes times para os campeonatos locais, como também a LDV visando já o intermunicipal 2017.
Aleksim Oliveira, comentarista esportivo
Contratar de última hora, garimpar o mercado na base do que sobrou ou trazer jogadores de condição clínica duvidosa é assumir que vai ficar novamente tentando, na base da sorte, encontrar “liga” para seus times. Foi essa famosa “liga”, que nos faltou naquela partida contra Santaluz no evandrão (2011), que também foi muito escassa durante toda a primeira fase do intermunicipal daquele ano.
Se tivésse-mos nos planejado melhor para os rigores que enfrentaríamos no ano de 2011, tudo estaria melhor encaminhado: poderíamos ter chegado ao título do intermunicipal.
Se tem a pretensão de fazer novamente um campeonato local forte, temos que de imediato começar a pensar também no intermunicipal, não podemos demorar, tem que planejar e cedo garimpar atletas.
Elencos deverão, ainda que de forma embrionaria, serem formados, temos que seguir essa linha agora, retroceder será um erro irreparável para a visão do nosso torcedor. Temos que manter os acertos, aprender com os erros e corrigi-los, o que não podemos é retroceder o nosso futebol, pelo contrário temos que planejar e trabalhar para um futuro melhor que o destes anos passados, tem que começar 2017 com boas expectativas.
Ocorre que, ao se criar uma boa expectativa, tudo se torna mais fácil, com a ajuda da torcida e a realização de um trabalho realmente de boa qualidade.
Por isso, é hora e vez de começar tudo nos conformes.

domingo, 6 de setembro de 2015

Para manter atividades, Rádio Valente FM lança campanha junto à população

Por entender a importância da Rádio para a comunidade e, sobretudo, em devolvê-la em pleno funcionamento, é que a diretoria encabeçou a campanha junto à população.
A Rádio Comunitária Valente FM em seus 17 anos de existência teve participação fundamental no exercício da liberdade de expressão e democratização da comunicação no município de Valente. Entre julho de 2014 a maior de 2015 a nossa rádio esteve fora do ar devido a diversas dificuldades.
Com a vontade da comunidade e os esforços da sua diretoria retornamos ao ar em junho deste ano, mas ainda são grandes os desafios para mantê-la atuante na nossa comunidade. E é para manter as nossas atividades, que estamos pedindo a colaboração de toda a população.
A continuidade da atuação da Valente FM no município depende do apoio de todos nós valentenses. Estamos em campanha de arrecadação financeira para manter a Valente FM no ar levando informação e entretenimento aos nossos queridos ouvintes. Qualquer pessoa poderá doar e qualquer valor será de suma importância.
O colaborador poderá fazer sua doação através do site Kickante clicando no botão “Quero Contribuir” e escolher entre as duas formas de pagamento: Boleto bancário ou cartão de crédito ou ainda depositando na conta da emissora no Sicoob, Banco  756, Agência 3017 e Conta Corrente nº 5.060-1, Agência de Valente-BA.
O link completo do site para doação Clique aqui.

Contamos com sua colaboração.
Atenciosamente, José Melquiades de Oliveira (Presidente)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A Possibilidade de Grande Virada

Rodízio de jogadores é uma boa conduta, uma necessidade… desde que não seja exagerado, não mude radicalmente o sistema tático e que o elenco tenha dois jogadores do mesmo nível em quase todas as posições. Já escalar jogadores em funções que não sejam as que sabem executar não é moderno, não depende da cultura esportiva de um país e está errado, no Brasil e em todo o mundo. Isso é diferente de treinar com alguns jogadores fora de posição como fazem alguns técnicos, para que eles, durante a partida, quando estiverem fora de suas funções, executem bem o que é necessário, como um volante, quando entra na área, para fazer um gol. Isso é importante, pois acontece com frequência.

Lucas Lima tem jogado muito. A dúvida é se ele, na seleção ou em um grande time do futebol mundial, brilharia tanto. A maioria dos atletas que saem de uma equipe do Brasil para uma maior na Europa, desaparece no meio de tantos craques. Outros, como Douglas Costa, que foi de um time médio, o Shakhtar, para o poderoso Bayern, crescem e jogam mais do que imaginávamos. Lucas Lima (Inclusive) deveria ser escalado desde o início, nos dois próximos amistosos da seleção brasileira. Quem sabe ele jogue como no Santos, ou até melhor, e seja o meio-campista que mais faz falta ao time brasileiro, com talento para atuar de uma intermediária à outra.

O Corinthians é líder do Brasileirão porque é o time mais regular, o que tem o melhor trio de armadores, que marca, apoia e ataca, formado por Elias, Jádson e Renato Augusto, e que tem a defesa mais protegida pelo meio-campo, mesmo com um único volante fixo, Bruno Henrique. Quando o Corinthians está no ataque, perde a bola e não consegue recuperá-la onde a perdeu, os zagueiros ficam posicionados na intermediária, mais ou menos na mesma distância da grande área e da linha do meio-campo, com poucos espaços nas costas dos defensores e entre eles e os armadores. O time não joga de uma maneira ultrapassada, como a maioria das equipes brasileiras, com zagueiros encostados à grande área, nem da maneira mais moderna, como faz o Bayern e que tem feito o Atlético-MG, com os zagueiros muito próximos ao meio-campo.

O Atlético-MG sofreu vários gols com bolas lançadas nas costas dos defensores, especialmente de Marcos Rocha. Na partida contra o Palmeiras, Levir Culpi corrigiu, ao colocar o veloz e bom zagueiro Jemerson, pela direita e um pouco atrás do lateral, para fazer a cobertura, ainda mais que o rápido Dudu joga por esse lado. O técnico Levir Culpi do Atlético-MG, brincando, exagerando e falando sério... disse que não gosta do "caneleiro" volante Leandro Donizete, mas que ele é muito importante por causa da marcação e que, na partida contra o Palmeiras, mostrou talento de um grande armador.

O conceito de que o volante pode marcar bem e saber jogar futebol espalhou-se, felizmente, entre técnicos, jogadores e imprensa ? Se assim for, é Gol do Brasil! O placar estaria agora 7 a 2. E quem sabe assim, ainda seria possível uma grande virada.


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Intermunicipal, paixão do baiano pelo futebol amador

Considerada uma das maiores competições de futebol amador do Brasil, quiçá do mundo, o Campeonato Intermunicipal de Futebol retornou aos gramados neste fim de semana passado, movimentando além das 66 cidades participantes, outras tantas cidades do interior do estado e fortalecendo mais uma vez o cenário do futebol amador regional.
Mesmo surgindo em 1946, quarenta anos após a primeira edição do Campeonato Baiano, a competição trouxe os holofotes para as várias regiões do estado, levando a profissionalização de jogadores e clubes além da região da capital Baiana. Exemplo disso são as agremiações do sul do estado, como Colo-Colo (Ilhéus), Itabuna, Jequié…, frutos de boas exibições das seleções de suas cidades em terrenos amadores.
Na atual edição, as cidades serão divididas em uma primeira fase com 18 grupos, sendo 12 grupos de 4 seleções e 06 grupos de 3 seleções, que atuam em jogos de ida e volta dentro das suas próprias chaves. As 3 primeiras colocadas de cada grupo com 04 seleções, e as 02 primeiras colocadas de cada grupo com 03 seleções, avançam para a 2ª fase. Fase esta, onde as 48 seleções que obtiveram classificação na fase anterior, serão distribuidas em 24 grupos de 02 seleções, que jogarão entre si, no esquema “mata-mata”, classificando para a 3ª fase as 24 seleções vencedoras das partidas, e 08 seleções perdedoras que tiverem a melhor campanha na 1ª e 2ª fase.O intermunicipal chegou ao seu ápice nos anos 90, quando cerca de 84 seleções participaram da edição de 1994, conquistada naquela oportunidade por Alagoinhas, que venceu Coaraci. Vinte anos depois, em 2014, o torneio atingiu 80 cidades participantes, e quase bateu o recorde de inscrições. Pois, 94 cidades (Ligas) se inscreveram, mas, por problemas em estádios e em algumas Ligas, inviabilizaram a participação de 14 cidades.
A 4ª fase, será disputada entre as 16 seleções classificadas na 3ª fase, distribuidas em 08 grupos de 02 seleções, que jogarão entre si, no esquema “mata-mata”, classificando para a 5ª fase as 08 seleções vencedoras das partidas. A 5ª fase, será disputada entre as 08 seleções classificadas na 4ª fase, distribuidas em 04 grupos de 02 seleções, que jogarão entre si, no esquema “mata-mata”, classificando para a 6ª fase as 04 seleções vencedoras das partidas. A 6ª fase, será disputada entre as 04 seleções classificadas na 5ª fase, distribuidas em 02 grupos de 02 seleções, que jogarão entre si, no esquema “mata-mata”, classificando para a 7ª fase as 02 seleções vencedoras das partidas. A 7ª fase, será a grande final, será disputada entre as 02 seleções classificadas na 6ª fase, que jogarão entre si, no esquema “mata-mata”, a seleção de melhor campanha em toda competição, decidirá o titulo em seu mando de campo. Atual campeã do torneio, a seleção de Cachoeira, estreiou com vitoria, 3 a 2 sobre São Felix.
Neste proximo domingo (16/08) teremos a 2ª rodada, com 30 partidas.
Foto: Guy Oliverah

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Tem Cura

A maneira de jogar do futebol brasileiro já a algum tempo, é de muita emoção e de pouco controle do jogo. As equipes correm muito, jogam muitas bolas na área, atuam com muita intensidade, emoção e vivem de sobressaltos, de lances picados, individuais, isolados... às vezes, bonitos. Há pouca troca de passes e pouco domínio da bola e do jogo.

Os jogadores brasileiros precisam aprender a tomar decisões certas. Para isso, é necessário lucidez, técnica e controle emocional. O típico jogador brasileiro é veloz, habilidoso, individualista e confuso. Ameaça muito e realiza pouco.

Os times atuam muito separados. Uma das razões de as maiores equipes do mundo não terem mais um clássico meia de ligação é o pouco espaço entre os setores e a pouca distância entre o jogador mais recuado e o mais adiantado. Se há poucos espaços entre a defesa e o ataque, não há motivo para dividir o meio-campo entre os volantes, que marcam e jogam do meio para trás, e os meias ofensivos, que criam, atacam e jogam do meio para frente. Os meio-campistas fazem a dupla função.

Porém, há também algumas coisas boas acontecendo no futebol brasileiro. Além do aumento da média de público, do tempo de bola em jogo, do maior número de bons gramados, da diminuição do número de faltas…, existe uma tentativa de se jogar um futebol melhor, como fazem, principalmente, Atlético-MG e Palmeiras. As duas equipes associam, em uma mesma partida, a posse de bola e a troca curta de passes com rápidos contra-ataques. Essa união de estilos é hoje a maior evolução do futebol mundial. Rafael Carioca e Giovanni Augusto, destaques do Atlético-MG, são (ao meu juizo) dois armadores que se completam.

Outras equipes têm jogado bem, como Grêmio e Sport. Faltava ao time gaúcho mais agressividade no ataque, agressividade esta, que apresentou contra o grande rival na goleada de domingo. O jovem Luan, uma promessa, tem muita habilidade, criatividade, velocidade, se movimenta bastante, mas, para ser um jogador excepcional, precisa ser mais decisivo no ataque. Maicon, desarma no próprio campo, toca, avança, recebe, toca e faz todo o time do Grêmio trocar passes. No São Paulo, diziam que ele era muito lento. Ele é muito superior aos atuais volantes do time paulista.


Faltam ao futebol brasileiro mais jogadores excepcionais, especialmente do meio para frente. Um Neymar surge do nada, sem programação. Já os excepcionais podem ser formados. Porque eles desapareceram do futebol brasileiro? Para encontrar soluções e um bom tratamento para um doente, é necessário ter um amplo e correto diagnóstico. O futebol brasileiro, tá doente, tá mal… mas TEM CURA.