quinta-feira, 19 de abril de 2018

Palpites



Jogos de Sábado (21/04):

Bahia x Santos – 16 horas

O Santos busca a melhor sequência sob o comando de Jair Ventura. O Peixe vem de três vitórias seguidas e vai em busca da quarta em Salvador. Tem tudo para ser um bom jogo. O setor ofensivo é o ponto forte das duas equipes. O palpite é difícil por aqui, mas vou confiar no time da casa. Palpite: Bahia

Flamengo x América-MG – 19 horas

O jogo tem clima de despedida no Maracanã. O goleiro Júlio César será escalado para fazer a última partida dele como profissional. Depois, o ídolo rubro-negro vai se aposentar. O Flamengo tem jogo fora de casa, contra o Santa Fe, no meio da próxima semana, e pode poupar alguns titulares. Mesmo assim, é o grande favorito no duelo. Palpite: Flamengo

Jogos de Domingo (22/04):

Paraná x Corinthians – 11 horas

A torcida paranista volta a ver o time jogando em casa na Série A depois de dez anos e logo contra o atual campeão brasileiro. A tabela, aliás, não foi nada generosa com o Tricolor que, na 1ª rodada, encarou o São Paulo fora de casa e perdeu. O Corinthians é o time mais difícil de ser batido no país. O nervosismo pode atrapalhar os paranaenses. Palpite: Corinthians

Palmeiras x Internacional – 16 horas

O Palmeiras parece ainda não ter se recuperado da derrota na final do Paulistão para o Corinthians. A equipe atuou mal nos empates contra Boca Juniors e Botafogo. É preciso dar uma resposta. A equipe vai mandar o jogo do fim de semana no Pacaembu e os ‘novos ares’ farão bem ao Verdão. Palpite: Palmeiras

Fluminense x Cruzeiro – 16 horas

Os dois times buscam a recuperação após derrotas na estreia. A Raposa está em um momento chave na temporada já que tem jogo decisivo contra a Universidad de Chile, pela Libertadores, e o risco de eliminação existe. A equipe carioca vai estar mais inteira. Palpite: empate

Ceará x São Paulo – 16 horas

O Castelão estará lotado para celebrar o primeiro jogo do Vozão em casa na Série A. A equipe nordestina sabe que precisa de uma forte campanha nos jogos diante da torcida para escapar do rebaixamento nesta temporada. O São Paulo ainda não tem cara de time e é muito inconstante. Palpite: empate

Atlético-MG x Vitória – 16 horas

O Atlético-MG vacilou na 1ª rodada ao ceder a virada para o Vasco nos acréscimos. Não dá para pensar em vacilar em casa contra o Vitória. O time baiano ainda não acertou o sistema defensivo na temporada. Em 26 jogos no ano, são 30 gols sofridos. Média de mais de um por partida e isso incluindo confrontos com adversários fracos no Estadual. Palpite: Atlético-MG

Chapecoense x Vasco – 16 horas

A derrota em casa na final do Catarinense para o rival Figueirense seguida de uma estreia no Brasileiro com derrota por goleada (5 a 1 contra o Atlético-PR) colocaram muita pressão em Gilson Kleina na Chape. Um tropeço contra o Vasco pode resultar em demissão. Os cariocas, porém, estão mais concentrados na Libertadores, o que pode favorecer os catarinenses. Palpite: Chapecoense

Grêmio x Atlético-PR – 19 horas

A expectativa é ótima para esse jogo. O Grêmio é o time, no momento, que dá mais gosto de ver jogar no futebol nacional. E o Atlético, sob o comando do ‘revolucionário’ Fernando Diniz, vem de vitórias bem convincentes e com muitos gols. É uma equipe que pode surpreender no Brasileirão. Tomara que Renato gaúcho não poupe titulares. Palpite: Grêmio

Jogo de Segunda-Feira (23/04):

Sport x Botafogo – 20 horas

A estreia do Sport na Série A foi preocupante: uma derrota incontestável para o América-MG com o 3 a 0 definido ainda no 1º tempo. A equipe inicia o campeonato como candidatíssima ao rebaixamento. O Botafogo está bem organizado com Alberto Valentim e tem ótima chances de vencer fora de casa. Palpite: Botafogo




terça-feira, 17 de abril de 2018

Começou o 3º melhor Campeonato do Mundo

Ainda que muitos questionaram o nível técnico de sua última edição, o Campeonato Brasileiro é um dos três melhores do planeta. Ao menos para a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS, na sigla em inglês), que o considerou inferior apenas em relação ao Espanhol (primeiro) e o Inglês (segundo), em um universo de 90 ligas nacionais.

Para chegar a essa conclusão, a IFFHS tomou como base os desempenhos dos cinco melhores times de cada país nos torneios nacionais e internacionais entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2017.

Desta forma, a conquista da Libertadores pelo Grêmio e o vice-campeonato da Sul-Americana pelo Flamengo contribuíram para que o Brasileirão 2017 ficasse à frente de ligas como a italiana e a francesa, quarta e quinta colocada, respectivamente. Em 2016, o torneio tupiniquim havia ocupado o sétimo degrau da lista.

A IFFHS criou o ranking em 1991. Desde então, apenas torneios europeus terminaram no topo da lista. A Espanha teve a liga que mais vezes ocupou o topo: 12 oportunidades. Atrás, aparecem Itália (10), Inglaterra (4) e Alemanha (1).

Com jogos no Sábado (14), Domingo (15) e Segunda-Feira (16), o Brasileirão 2018 iniciou... muitos gols, jogadas bonitas e também as já esperadas lambanças da arbitragem brasileira.

Vitória e Flamengo ficaram no empate, 2 a 2. Um resultado difícil de ser analisado frente aos grotescos erros de arbitragem. Eu fico me perguntando: o que está acontecendo com arbitragem Brasileira? Porque ninguém (CBF) toma providência? No Barradão, tivemos um verdadeiro show de horrores no apito e um lance que deu o que falar: a bola bate no rosto do jogador e ele é expulso, Impedimento escandaloso, na “fuça” do assistente, não marcado... Pode isso?!

Tá certo que estatísticas não entram em campo, mas vale ressaltar que a vitória do Santos, por 2 a 0, pra cima do Ceará representou mais um tabu quebrado. Após 12 anos e em dia de festa, o “Peixe” venceu na estreia de um Brasileiro. Vitória fácil e merecida. O “Vozão” até que tentou segurar as pontas, mas teve clara dificuldade de finalização e quase não deu trabalho para o grande Vanderlei.  O Santos não só venceu, como agradou os cerca de 15 mil torcedores presentes no Pacaembu, com a torcida santista aplaudindo vários jogadores. Exceto Gabigol –  esse deixou muito a desejar e certamente foi o pior da partida.

O Tricolor Gaúcho (Grêmio), foi ao Mineirão e venceu a forte equipe do Cruzeiro por 1 a 0. Chega forte para essa temporada e tem chance de brigar pelo título. O Grêmio faz parte, ao meu ver, dos favoritos ao título. A equipe de Renato Gaúcho dominou boa parte do jogo e soube administrar a vantagem, mesmo quando jogou com um a menos. Bom resultado.

Campeão da Série B na última temporada, o América-MG começou com tudo no Brasileirão de 2018. Na estreia, neste domingo, o Coelho recebeu o Sport, no Independência, em Belo Horizonte, e venceu por 3 a 0, com o placar todo construído no primeiro tempo. Serginho foi o artilheiro da partida, marcando duas vezes, e o lateral-esquerdo Carlinhos anotou o outro gol da manhã de domingo. O Sport tentou descontar, principalmente no segundo tempo, mas o goleiro Jory se destacou com belas defesas.

É simplesmente fantástica a fase vivida por Rodriguinho, do Corinthians. Ele, que salvou o Timão no Paulista contra o São Paulo e contra o Palmeiras, foi mais uma vez muito decisivo na vitória  alvinegra por 2 a 1 sobre o Fluminense. Não, “muito decisivo” é pouco. Ele foi, na verdade, o nome do jogo! E se seleção é “momento”, Rodriguinho TEM que estar entre os convocados de Tite para a Copa do Mundo. Afinal, hoje ele é muito melhor do que o cansado e escondido Renato Augusto e do que Talisca. Bom, mas sobre a partida, podemos dizer que o resultado não foi dos mais justos no Itaquerão. Afinal, pelo que jogou no segundo tempo, o time de Abel Braga merecia voltar para o Rio de Janeiro pelo menos com um pontinho.

No Rio, o Atlético-MG perdeu uma grande oportunidade de estrear no Brasileirão com uma vitória fora de casa. Afinal, o Galo superava o Vasco, por 1 a 0, até os 40 minutos do segundo tempo. Aí, o Cruzmaltino empatou com Wagner e após passe errado de calcanhar de Roger Guedes (Atlético-MG) e pênalti duvidoso, virou o jogo com gol Pikachu (de pênalti).

No Beira-Rio, o Internacional venceu o Bahia em sua volta à Série A do Brasileiro. O Bahia fez jogo muito ruim e precisa se reabilitar no próximo jogo contra o Santos em Salvador. O destaque do jogo foi Nico López, autor de dois gols. Pelo visto, o Colorado não passará sufoco nesta temporada!

Atlético-PR e Chapecoense fizeram um jogo estranho, primeiro tempo muito ruim, segundo tempo muito bom. A Chapecoense saiu na frente logo no inicio da segunda etapa, mas, o Atlético fez jus ao apelido, como um verdadeiro FURACÃO, sapecou 5 a 1. Que passeio para cima da brava Chapecoense, na Arena da Baixada.

É simplesmente inacreditável que o Palmeiras, que voava tranquilamente até o início deste mês, esteja agora em queda livre. Afinal, o time mais valioso da América do Sul não venceu nenhuma de suas últimas três partidas (dois empates e uma derrota). Será essa má fase da equipe de Roger Machado se deve ao nebuloso jogo da final do Paulista? Veremos! Enfim, até podemos dizer que o palmeirense tem motivos para comemorar o empate (1 a 1) diante do Botafogo, no Rio de Janeiro. Isso porque parece que neste duelo Roger Machado finalmente se deu conta que Guerra não pode ficar na reserva enquanto Lucas Lima anda em campo. E foi Guerra, após boa jogada de Dudu, que abriu o placar para o Verdão. Mas, no final, o castigo veio após rara falha de Felipe Melo, que deixou Igor Rabello completamente livre para igualar o duelo. Bom, mesmo assim o Palmeiras continua sendo, ao nosso crivo, favorito para levar o Brasileiro, a Copa do Brasil, a Libertadores. Mas, para que isso aconteça, a equipe alviverde precisa urgentemente esquecer tudo o que aconteceu no Allianz Parque naquela final contra o Corinthians.

No Morumbi, o São Paulo não fez nada mais do que a sua obrigação e venceu o modesto Paraná por 1 a 0. Mas, verdade seja dita, o placar não foi nada justo. Pelo que jogou no segundo tempo, o Tricolor da Vila (Paraná) merecia o empate e até mesmo a virada diante dos comandados de Diego Aguirre. Só que não teve competência para traduzir em gols o domínio da partida que teve na etapa final. E não é exagero algum dizer que o torcedor são-paulino tem motivos de sobra para ficar preocupado. 


segunda-feira, 16 de abril de 2018

Brasileirão além da Série A


O Campeonato Brasileiro voltou, e em vários níveis diferentes. Além da Série A, também começaram as Séries B e C da competição nacional. E aproveitando a deixa, começa trazendo pílulas e boas histórias sobre as divisões de acesso. Vale lembrar que no próximo final de semana ainda há a Série D, abrindo a sua primeira rodada da fase de grupos.
Demorou uma rodada, uma mísera rodada, para que os dois primeiros treinadores perdessem seus empregos na Série B. Sandro Forner (Coritiba) vinha pressionado pela derrota na final do Campeonato Paranaense, assim como pelo rendimento abaixo do esperado. Não resistiu ao revés na visita ao Sampaio Corrêa e será substituído por Eduardo Baptista. Já o CRB também andava infeliz pelo vice estadual e não pensou duas vezes após a derrota para o Oeste: mandou embora Mazola Júnior. A aposta em seu lugar é Júnior Rocha, trazido do Santa Cruz, mas que se projetou graças ao trabalho à frente do Luverdense.
Na sexta-feira, o atacante Gustavo deu uma vitória agônica ao Fortaleza, justo no retorno dos tricolores à segundona. O atacante garantiu o triunfo por 2 a 1 sobre o Guarani nos acréscimos do segundo tempo, fazendo o Castelão explodir. E a maneira como marcou tem clara influência de seu atual treinador, Rogério Ceni, bateu falta com extrema categoria, lembrando até mesmo a postura corporal do ex-goleiro. Na saída de campo, o artilheiro admitiu que procurou o mestre nos treinamentos. “Pedi para que ele me deixasse treinar, ele foi me aperfeiçoando. Ensinou, deu dicas, disse como era melhor chutar. Fiquei muito feliz de fazer o gol”, afirmou.
O jogo com mais gols na rodada da Série B aconteceu em Goiânia. O Atlético Goianiense venceu o Criciúma por 3 a 2, de virada no Estádio Olímpico. E contou principalmente com o poder de definição de Tito. O camisa 9 é o artilheiro da segundona, único jogador a anotar dois gols. Com participações nas Séries C e D em seu currículo, ganha a grande oportunidade na carreira aos 29 anos, em um time bastante renovado dos rubro-negros.

Um dos principais candidatos ao acesso na Série B, o Figueirense estreou bem. Derrotou o Juventude por 2 a 1 no Orlando Scarpelli, somando os seus primeiros pontos. E após abrirem dois gols de vantagem, os catarinenses tiveram certas dificuldades para segurar a diferença. Contaram com o bom trabalho do goleiro Denis, responsável por intervenções importantes. Depois de tudo o que ocorreu no São Paulo, o arqueiro busca um novo rumo na carreira. A segundona pode ser uma oportunidade de redenção, após conquistar o Campeonato Catarinense. Se não é o atleta que alguns projetaram, pode ser útil em um nível competitivo menor.
Entre os jogadores trazidos para esta Série B, Dagoberto está entre os nomes mais conhecidos. Vinha atuando na NASL, liga secundária dos Estados Unidos, e foi contratado pelo Londrina. Contudo, poucos esperavam um início tão estrondoso do veterano. Ele entrou em campo no Estádio do Café aos 10 minutos do segundo tempo. Aos 11, logo em seu primeiro toque na bola, definiu a vitória por 1 a 0 sobre o Boa Esporte. E aos 28, precisou ser substituído, sentindo dores musculares. O atacante definiu o sábado como “um dos dias mais intensos da minha vida”.
Por conta dos incidentes na reta final do Brasileirão de 2017, a Ponte Preta terá que atuar com os portões fechados em seus primeiros seis jogos como mandante na Série B. A torcida da Macaca, entretanto, deu o seu jeitinho para empurrar o time na estreia contra o Paysandu. Transformou o morro atrás do Moisés Lucarelli, próximo a uma linha ferroviária, em arquibancada e apoiou o time dali mesmo. Além disso, outros preferiram se manifestar das janelas dos apartamentos nas proximidades do campo. A assistência remota, porém, não deu grande resultado. A Ponte acabou derrotada pelo Papão por 1 a 0, no único triunfo de um visitante na rodada.
Por falar em Paysandu, vale ficar de olho em Cassiano, autor do gol que definiu a vitória por 1 a 0 sobre a Ponte Preta. Contratado para suprir a venda de Bergson, o centroavante vai cumprindo o seu papel, e deve ter mais espaço após a saída de Walter ao CSA. Jogador do Brasil de Pelotas na Série B passada, o matador se dá bem no Papão e é o artilheiro do clube no ano, com 13 gols. Tem feito a diferença principalmente na campanha até a final da Copa Verde, na qual balançou as redes sete vezes.
O retorno do CSA à segunda divisão do Brasileiro, após 18 anos de ausência, não poderia ser mais marcante. A partida contra o Goiás começou com a troca de faixas entre as equipes, campeãs estaduais – em fim de jejum dos alagoanos que durava desde 2008. Quando a bola rolou, os azulinos comemoraram a vitória por 2 a 1, com gols de Niltinho e Michel Douglas. Além disso, a torcida pôde aplaudir o novo dono de seu ataque: Walter, trazido do Paysandu. O centroavante vai se integrar ao elenco nesta semana e já é esperado para o duelo contra o São Bento, na próxima sexta-feira. Será mais um nome tarimbado em um elenco cheio de figurinhas conhecidas, como o volante Edinho, um dos destaques em sua estreia contra os esmeraldinos.
A Série C começou com um clássico neste domingo. Náutico e Santa Cruz se enfrentaram na Arena Pernambuco, embora o público não tenha sido animador, com apenas 4,6 mil presentes. Ainda assim, quem se aventurou a ir ao estádio viu um jogo bem movimentado, com o empate por 1 a 1 prevalecendo. O Timbu abriu o placar no primeiro tempo. Após duas tentativas de seus companheiros barradas pelo travessão, Nestor Ortigoza aproveitou um desvio de Camacho para estufar as redes. Já na segunda etapa, o Santa deu a sua resposta, em tento de Jeremias ao arriscar de fora da área. No finalzinho, o goleiro alvirrubro Bruno evitou a virada coral com uma grande defesa.

A Série C conta com dois estreantes nesta temporada. Pela primeira vez, Juazeirense e Globo figuram na terceira divisão nacional. E se o início não foi tão bom aos baianos, derrotados pelo Confiança em casa, os potiguares comemoraram bastante. Tiveram um compromisso ao qual estão acostumados, encarando o ABC, e conquistaram a vitória contra os atuais campeões estaduais. Romarinho anotou o gol do clube de Ceará-Mirim no triunfo por 1 a 0.
Acha que é “privilégio” da Série A ver os árbitros cometendo lambanças enormes? Um exemplo disso vem do jogo entre Salgueiro e Botafogo da Paraíba. Durante o segundo tempo, a partir de uma sinalização de seu auxiliar, o árbitro Denis da Silva Ribeiro Serafim apontou um pênalti contra os paraibanos. No entanto, o lance gerou enorme revolta nos jogadores visitantes, que cercaram o assistente e começaram a questioná-lo. Após algum tempo de imbróglio, o juiz resolveu voltar atrás na marcação e só deu bola ao chão. Ao final, prevaleceu o empate por 0 a 0. Já em Ponta Grossa, outra enorme patacoada no jogo envolvendo Operário e Volta Redonda. Jean Carlo, do Operário, recebeu o segundo amarelo aos 40 do segundo tempo e o árbitro Marcos Mateus Pereira não o expulsou. O assistente e o quarto árbitro tentaram alertá-lo, embora na súmula ele tenha “arrumado” a falha anotando o primeiro cartão a outro atleta. Os paranaenses venceram o jogo por 1 a 0.
Ypiranga e Operário terão missões duplas nas próximas semanas. Afinal, a Série C não é a única empreitada de ambos, que continuam lutando nos estaduais. Os dois estão na segunda divisão e buscam o acesso. O Operário, que derrotou o Volta Redonda na primeira rodada, lidera seu grupo na segunda fase da segundona Paranaense e abre boa vantagem rumo ao acesso. Já o Ypiranga deve encarar dificuldades maiores. Começou a Série C perdendo para o Joinville, 1 a 0 para os catarinenses. E no Gaúcho, por mais que lidere sua chave na primeira fase, terá que encarar desgastantes mata-matas para confirmar o retorno à elite.



sábado, 14 de abril de 2018

Organização, discussão óbvia no futebol

A marcação por pressão, para recuperar a bola perto do outro gol e evitar que o adversário troque passes desde o goleiro, tem sido cada dia mais frequente, embora a maioria das equipes que usa essa estratégia, desde o início do jogo, atua em casa e precisa inverter o resultado.

Na primeira partida contra o Manchester City, o Liverpool, em casa, pressionou desde o começo e fez três gols. A Roma, após perder por 4 a 1, sufocou, em casa, o Barcelona, do primeiro ao último minuto, ganhou por 3 a 0 e está nas semifinais. O Cruzeiro acuou o Atlético-MG e fez dois gols, um no início do primeiro tempo e outro no início do segundo.

A marcação por pressão não deve ser exercida no desespero do fim de um jogo, no “vamos lá”, como era no passado. Ela precisa ser treinada. Isso não significa que é a única estratégia para inverter o resultado. A Juventus, mesmo fora de casa, ganhou por 3 a 1 do Real Madrid,
jogando em sua tática habitual, de alternar a marcação mais à frente com a mais atrás.
Uma das dificuldades da marcação por pressão é o cansaço, pois é quase impossível fazer isso durante os 90 minutos. A Roma fez.

Quando um time pressiona, sofre e não faz um gol no primeiro tempo, geralmente não tem força física para reagir no segundo.

Outra dificuldade, marcante nos times brasileiros e sul-americanos, é a incapacidade de formar equipes compactas. Contra o San Lorenzo, o Atlético-MG jogou com os zagueiros colados à grande área, o centroavante Ricardo Oliveira colado à outra área e um enorme espaço no meio-campo. A falta de aproximação dos jogadores diminui a recuperação da bola e a troca de passes, o que ocasiona um excesso de bolas longas, esticadas, que vão e voltam. Isso foi frequente no clássico entre palmeiras e Boca Juniors.

A marcação por pressão, segundo minhas pesquisas, começou na Copa de 1974, com a Holanda, que surpreendeu e encantou o mundo.

Durante décadas, muitos times tentaram fazer o mesmo, sem conseguir, com raras exceções, como o Milan, dirigido por Arrigo Sacchi, na década de 1980, e, principalmente, o Barcelona, com Guardiola, inspirado no técnico Cruyff, que bebeu na fonte de Rinus Michels, técnico da Holanda, em 1974.

Com o desenvolvimento da preparação física e tática, das estatísticas, dos estudos técnicos detalhados de todos os jogadores e equipes, vários grandes times conseguem alternar, com eficiência, a marcação por pressão e a mais recuada.

Tenho uma óbvia convicção de que os melhores times, os que ganham títulos, são, com algumas exceções, os que possuem os melhores jogadores. Podemos até contestar, ao dizer que os jogadores brilham somente quando atuam em equipes organizadas e que, com frequência, um time organizado, mesmo com jogadores inferiores, ganha de um desorganizado, com melhores jogadores.

Seriedade, vontade e união são qualidades tão básicas que nem deveriam ser discutidas.
Isso é óbvio. Vou além, times mais desorganizados e piores, de vez em quando, ganham dos mais organizados e melhores. O que não se pode é, por causa das exceções, valorizar mais o jogador obediente, mediano e os times que ganham sem nenhum brilho. Ter um bom conjunto e jogar com seriedade profissional, vontade e união são qualidades e atitudes tão básicas, essenciais, que nem deveriam ser discutidas.

Seria como um corpo sem alma, um país sem esperança, um grande clube sem um rival no estado.





quinta-feira, 12 de abril de 2018

Análise além dos estaduais


Independentemente das atuações das equipes e dos resultados dos estaduais, Palmeiras, Grêmio, Corinthians, Cruzeiro e Flamengo, não necessariamente nessa ordem, continuam sendo os melhores times e elencos do Brasil. Corinthians, Cruzeiro e Botafogo estavam em desvantagem, mas não foi surpresa conquistarem os títulos, já que a qualidade técnica nos confrontos era próxima.

Independentemente dos estaduais, Botafogo, Vasco, Fluminense e Internacional terão enormes dificuldades no Brasileiro, se não se reforçarem, embora sempre possa haver surpresas. Santos, São Paulo e Atlético-MG podem evoluir durante a competição e fazer ótimas campanhas.

Independentemente dos estaduais, o Corinthians mostrou, novamente, uma grande capacidade defensiva, ao executar muito bem a marcação com duas linhas de quatro, usada durante décadas na Europa, desprezada pelo futebol brasileiro até 2008, quando começou a ser feita no Corinthians, com Mano Menezes e Tite. A diretoria do Corinthians deveria agradecer a Carille e presenteá-lo com um bom atacante. Vários times têm bons jovens treinadores, mas só o Corinthians tem Carille.

Independentemente dos estaduais, o Palmeiras possui o melhor elenco do país, mas o time titular é inferior ao do Grêmio e está no nível de outras equipes. O Palmeiras tem dinheiro para contratar bons jogadores, como Lucas Lima, mas não tem para contratar um Philippe Coutinho ou um Willian, o que faria a diferença. O Palmeiras é forte candidato a todos os títulos nacionais e sul-americanos, mas, em todos eles, corre muitos riscos de não ganhar. Quando perde, com prepotência, coloca a culpa no árbitro —claramente, não foi pênalti para o Palmeiras contra o Corinthians—, no técnico ou na falta de vibração dos jogadores.

Independentemente dos estaduais, o Cruzeiro mostrou, contra o Atlético-MG, sua força individual e coletiva, reforçada com Dedé e Edílson. O passe milimétrico de Robinho e a tacada perfeita de Thiago Neves foram belíssimos. Thiago Neves está, no mínimo, no mesmo nível de outros meias brasileiros convocados por Tite. Por outro lado, mesmo com um jogador a mais, o Cruzeiro, no segundo tempo, não conseguiu trocar passes e ficar com a bola. Se o Atlético-MG estivesse com 11, poderia pressionar e criar chances de gol.

Independentemente dos estaduais, o Atlético-MG precisa de reforços. O jovem e bom técnico Thiago Larghi deveria explicar por que tirou, no meio do segundo tempo, Ricardo Oliveira, para colocar um atacante inexpressivo. A diretoria confirmou a manutenção do técnico como interino. Parece uma jogada comercial, pois o interino, geralmente, ganha menos que um jovem treinador efetivado.

Independentemente dos estaduais, o Grêmio é o melhor time brasileiro porque tem um ótimo técnico e, principalmente, por ter quatro jogadores cotados para o Mundial (Marcelo Grohe, Geromel, Arthur e Luan), embora não será surpresa se nenhum dos quatro for convocado. Tenho a óbvia convicção de que, com algumas exceções, os melhores times, os que ganham campeonatos, são os que possuem os melhores jogadores.

O futebol continua, com muita emoção, com partidas boas e ruins, com agressões, alegrias e tristezas.
Como, no futebol e na sociedade do espetáculo, existe a necessidade de se iludir e de construir heróis, profissionais competentes são transformados em gênios, mitos, consumidos e descartados. É a banalização dos heróis. Pior, muitos, até os medíocres, acreditam nisso.





terça-feira, 10 de abril de 2018

A Nova Linguagem Futebolística


Foto: Google
Com o desenvolvimento da ciência esportiva, ocorreram muitas mudanças na linguagem futebolística. Seria um modismo ou um modernismo? Escuto, milhares de vezes, palavras e expressões, como amplitude, futebol apoiado, jogar entre linhas, atacar a bola, atacar o espaço e tantas outras. A mais recente é ritmista, dita por Tite e agora bastante repetida. O técnico banalizou a palavra, ao citar todos os armadores que já convocou como ritmistas.

Ritmista é alguém, em qualquer atividade, que faz as coisas acontecerem com harmonia, sem sobressaltos, com variações e intervalos regulares e periódicos, como nos ciclos biológicos e na natureza. Sem ritmo, seria o caos.

Quando falam de armadores ritmistas, lembro-me de Gérson, Xavi, Kroos e outros. Apesar de Gérson ter ficado na história como o mestre dos passes longos, era quem ditava o ritmo. Raramente, errava um passe e tinha o controle da bola e do jogo. O ritmista quase não dribla. Passa. Os grandes ritmistas jogam como se estivessem vendo a partida dos camarotes, equipados com controle remoto, GPS e computador. O controle remoto pararia o lance para que eles vissem o posicionamento dos companheiros e dos adversários e, a partir daí, fizessem a escolha certa.

Entre os ritmistas atuais, o mais clássico é Kroos, do Real Madrid, o que não significa que seja o melhor meio-campista. De Bruyne, do Manchester City, é mais completo. Além de dar o ritmo, tem uma técnica mais abrangente. Iniesta, do Barcelona, é o artista, inventivo, que quebra o ritmo, no instante certo. Ele e Xavi se completavam. Outra grande dupla, por vídeos assistidos, foi Gérson e Rivellino na Copa de 1970, a união do organizador, do ritmista Gérson, com a técnica e a explosão individual de Rivellino.

Entre os ritmistas que atuam no Brasil, os que mais gosto de ver são o experiente Maicon e o jovem Arthur, ambos do Grêmio. Melhor que um é ter dois. Arthur é uma esperança de se tornar, pelas características, o substituto de Xavi, no Barcelona, quem sabe fazer dupla com Iniesta, embora o croata Rakitic seja também um bom ritmista.

Não se deve confundir o meio-campista ritmista com o volante que marca bem e que tem ótimo passe, como Sergio Busquets, do Barcelona, Casemiro, do Real Madrid e Fernandinho, do Manchester City. Nem com o meia ofensivo, que atua perto do gol. Falta à seleção brasileira um craque ritmista. Em compensação, nenhuma outra seleção tem tantos meias e atacantes hábeis, rápidos e dribladores, como Douglas Costa, Coutinho, Willian e, principalmente, Neymar.

Uma nova geração de meias e de atacantes velozes, habilidosos e dribladores vem por aí, com Vinícius Júnior, do Flamengo, Rodrigo, do Santos, e Paulinho, do Vasco. Se Vinícius Júnior quiser ser um craque, terá de, entre um belo gol e outro, nos intervalos de sua volúpia de talento, ser menos afoito, confuso, errar menos e jogar com mais ritmo.