sábado, 3 de dezembro de 2011

Ricardo Gomes cumpre 'ritual' e visita time do Vasco na concentração antes de decisão


Medo de tumulto e pedido da família tiram Ricardo Gomes 

do Engenhão no domingo.

Véspera de jogo decisivo do Vasco tem sido sinônimo de visita de Ricardo Gomes à concentração. E desta vez, na última rodada do Campeonato Brasileiro, não poderia ser diferente. Discreto como de costume, o técnico encontrou os jogadores na noite deste sábado e jantou com os vascaínos na noite que antecede a "decisão" contra o Flamengo, que acontece neste domingo, às 17h, no Engenhão.

Evitando qualquer assédio e princípio de tumulto, o treinador chegou em uma caminhonete branca dirigida pelo seu filho, Diego, e foi direto para o estacionamento do hotel que serve de concentração para o elenco cruzmaltino, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Em seguida, Rodrigo Caetano, diretor executivo de futebol do clube, e o presidente Roberto Dinamite também chegaram.

Esta foi a quinta vez que o comandante encontrou com os jogadores na concentração. Gomes já havia visitado o elenco nas partidas contra Universitario-PER, Avaí, Botafogo e Fluminense. Atendendo a pedidos da família e da diretoria, este provavelmente será o último contato de Ricardo com os jogadores antes da decisão com o Flamengo. Apesar da vontade em assistir ao jogo no Engenhão, o treinador não irá ao estádio neste domingo.

Além de Ricardo e da diretoria cruzmaltina, quem também marcou presença na concentração na noite deste sábado foi o ex-jogador Geovani, ídolo do clube no final da década de 80. Juninho Pernambucano e Allan, mesmo suspensos da partida deste fim de semana, também marcaram presença no jantar.

Embalado pela visita de Ricardo Gomes e pelo apoio da torcida nos últimos dias, o Vasco chega motivado para o clássico deste domingo. Em segundo lugar, com 68 pontos, dois a menos que o líder Corinthians, o time precisa vencer o Flamengo no clássico carioca e torcer por um tropeço do rival paulista no jogo contra o Palmeiras para ficar com o título.

Por Aleksim Oliveira
Informações: Portal UOL 

Abaixo a hipocrisia



Vamos ser práticos? Esse negócio de o Bahia entregar o jogo ao Ceará é uma premissa levantada pelos “inimigos vorazes” do Vitória. Nada de vingança contra o Cruzeiro, que meteu sete no Bahia, empurrando o Tricolor para a segunda divisão em 2007, nem ajuda ao Ceará, por ser nordestino.

O que esses cabras querem mesmo é dificultar a volta do arquirrival à primeira divisão, porque, com o Cruzeiro caindo para a Série B, será uma vaga a menos, pois o time de Minas tem dinheiro e estrutura que nenhum dos nossos tem e a volta será muito mais prática. Como aconteceu recentemente com o Atlético/MG, o Corinthians e o Vasco.

Acho tudo muito normal, só não concordo com a hipocrisia dessa gente. Diz logo a verdade, escancara tudo e pronto. O futebol é competitivo porque a rivalidade se sobrepõe ao consenso e à razão.

Entendo que o Bahia não vai abrir jogo para ninguém, pois será um grande prejuízo para o futuro, logo agora que o clube está saindo da lista negra de maus pagadores, como acontecia há um ano atrás, quando era difícil até fazer qualquer tipo de negócio. Se o Bahia “frouxar” o jogo, vai ficar tido e havido como um time entregador e isso depõe contra o seu passado de indiscutíveis conquistas. Se perder, tem que ser jogando bola, lutando, derramando suor. Porque, também, não é nenhum time imbatível.

 
Por Aleksim Oliveira

Toninho Cerezo é o novo técnico do Vitória

Cerezo retorna ao Vitória após 12 anos longe da Toca do Leão
A diretoria do Vitória confirmou na manhã deste sábado o retorno do técnico Toninho Cerezo para comandar a equipe na difícil temporada 2012. Após muitas conversas com diversos treinadores em todo o Brasil, os dirigentes rubro-negro optaram pelo nome que tem mais identificação com o clube baiano e seu torcedor.

- Estamos convencidos que Toninho Cerezo, além de ser o nome preferido da maioria da torcida, tem identidade com o clube, gosta e sabe trabalhar com a divisão de base e está preparado para nos ajudar a conquistar os objetivos que desejamos para temporada de 2012 - disse o vice-presidente Carlos Falcão, que coordenou as negociações, confimando ainda sua apresentação para o próximo dia 12.
 
 
 Cerezo treinou o Leão uma única vez, mas deixou sua marca na história do clube. Com um time bastante competitivo, em 1999, ele chegou às semifinais do Campeonato Brasileiro da primeira divisão, perdendo a chance de chegar na decisão para o Atlético-MG, justamente a agremiação que o revelou para o cenário mundial ainda como jogador.
 
 
 
Logo depois dessa passagem pela Bahia, Cerezo seguiu para o Japão, onde se tornou ídolo. Foram dois títulos nacionais, duas Copas do Imperador e uma Copa da Liga Japones pelo Kashima Antlers. Em 2006, se aventurou no futebol dos Emirados Árabes e conquistou o torneio nacional pelo Al-Shabab no ano seguinte. No Brasil, comandou Guarani e Sport. Este último, por sinal, na Série B do ano passado.

Por Aleksim Oliveira

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Favoritíssimo, Corinthians tem oito chances em nove possibilidades

O Vasco está desgastado, jogou 11 partidas a mais que o Corinthians no ano, ou seja, 990 minutos. Precisa vencer o Flamengo e torcer por um triunfo do Palmeiras. Os corintianos, por sua vez, podem perder e ficarão com a taça desde que os rubro-negros não sejam batidos no Engenhão. Nem precisamos de teses complexas para chegarmos à conclusão de que o Corinthians possui amplo favoritismo ao titulo.

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São nove as combinações possíveis entre os jogos Corinthians x Palmeiras e Vasco x Flamengo (veja abaixo). Apenas a última serve para os vascaínos:

Empate
e vitória do Flamengo
Empate e vitória do Vasco
Empates no Pacaembu e no Engenhão no Rio

Vitória do Corinthians e empate no Rio
Vitórias do Corinthians e do Flamengo
Vitórias do Corinthians e do Vasco

Vitória do Palmeiras e empate no Rio
Vitórias do Palmeiras e do Flamengo
Vitórias do Palmeiras e do Vasco

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E qual o risco do time de Tite? Justamente a enorme vantagem que construiu. O Vasco jogara mais à vontade, e se perder a taça sem ser derrotado pelo maior rival, o torcedor não ficara tão triste. A temporada já tem sido muito boa para o clube que passou anos como coadjuvante. Situação muito diferente da vivida pelo Corinthians, que há um ano perdeu campeonato bem encaminhado.

E não fica apenas nisso. No começo deste ano o torcedor alvinegro sofreu profunda decepção com a precoce eliminação da Libertadores diante do obscuro Tolima. Mesmo assim deu apoio irrestrito na maior parte do tempo. Esse suporte desaparecerá se o Corinthians permitir ao Palmeiras aprontar uma histórica peça. Sim, porque o time paulista só perde o titulo perdendo para o velho rival.

Mas na prática tudo isso não vai muito além do terreno das possibilidades. As chances vascaínas são pequenas. O campeonato esta em mãos corintianas, que dificilmente vão deixá-lo escapar.

Por Aleksim Oliveira

Simples, não fossem os clássicos

Tecnicamente a situação do Vasco é complexa. Não basta vencer o Flamengo, é preciso que o Palmeiras também jogue por ele no Pacaembu.

Ao Corinthians interessa muito o que se passa no Engenhão, mas é único time apto a resolver a parada sozinho.

Tudo teoricamente muito simples, não fossem os clássicos.

A medida da CBF para evitar a entrega de resultado é correta. Contra rivalidade não há argumento.

A simplicidade passa longe da última rodada porque a tensão está presente em quase todos os gramados.

Naqueles que decidem o título, por exemplo, um gol no Rio de Janeiro terá impacto direto em São Paulo.

Se o Vasco abrir o placar, como vão reagir os jogadores corintianos? Os palmeirenses, muito mais tranquilos, poderão se aproveitar da mudança de temperatura no confronto.

E se o Corinthians fizer 1 a 0, o Vasco vai jogar como se nada tivesse acontecido?

No caso específico do Corinthians, o fator psicológico decidirá, trata-se do time mais pressionado, o que passou mais tempo na liderança.

Ainda não temos um campeonato repleto de equipes de altíssimo nível, mas é importante ressaltar que essa também não é uma norma em outros países.

Tivemos um belíssimo campeonato, nos pontos corridos e nos pontos escorridos. 

 Por Aleksim oliveira

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Do "duplo caráter" à briga com a mulher, Ronaldo e RT na paz


Há dois anos e meio, em evento promovido pelo jornal Folha de S. Paulo, Ronaldo disse sobre o presidente da CBF, Ricardo Teixeira: "Até 2006 a gente tinha um ótimo relacionamento, e após 2006 esse relacionamento acabou, sem eu saber o porquê. E sem ninguém me dizer diretamente o que é que eu fiz para ele deixar de gostar de mim e ter o relacionamento que a gente tinha antes. Algumas vezes a gente se encontrou e ele foi super frio. E também não me importa absolutamente nada ter relacionamento com uma pessoa que demonstra ter duplo caráter".

Hoje, ao assumir uma função no Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, o fenomenal ex-goleador justificou assim as pazes com o dirigente: "Brigo muito mais e falo coisas muito piores para minha mulher, e nem por isso deixo de amá-la". Uau!

Como em briga de marido e mulher não se mete a colher, vamos nos limitar ao assunto que realmente interessa, a participação de Ronaldo como escudo protetor do presidente cebeefiano. Seria razoável se ele substituísse Teixeira na função. E atuasse com independência no COL, desvinculado, inclusive, dos negócios que envolvem o futebol. Mas, ao contrario, o ex-jogador vai seguir no comando da sua empresa. O fato de o próprio Ronaldo assegurar que não há conflito de interesses não basta. Evidentemente não cabe ao pivô disso tudo avalizar tal situação.

Por mais íntegro que seja em seu papel no COL, o ex-jogador deveria optar. Fica com os negócios ou assume o cargo para o qual foi convidado. O começo foi repleto de declarações lamentáveis, repletas de demagogia, como quando falou em copa "do povo", e contradição, ao dizer que o Mundial se faz com estádios, não com hospitais. Do que esse povo realmente precisa? Ronaldo defendeu a CBF, garantiu que não existem problemas ao redor de um torneio que torra bilhões em dinheiro dos impostos. Isso em meio a polêmicas, gastos exorbitantes e até intervenções do Ministério Publico.

Ronaldo defendeu a CBF de tal forma que chega a espantar, embora não surpreenda. E pela forma como suas duras palavras sobre Teixeira foram simplesmente jogadas para escanteio, nota-se que o ex-artilheiro tem enorme capacidade de se adequar a diferentes situações. Se frequentemente Edson não costuma ter atitudes dignas de Pele, fora dos gramados Ronaldo também fica devendo, e muito, se lembrarmos do que fazia em campo o jogador conhecido como "Fenômeno".

Por Aleksim Oliveira